Banco Central Europeu sinaliza corte de juros após desaceleração inesperada
Decisão pode antecipar em três meses o ciclo de alívio monetário projetado para 2026.
O BCE indicou em comunicado divulgado nesta quinta-feira que o próximo movimento de política monetária deve ser de corte — uma reversão de tom em relação à reunião de março, quando o presidente Christine Lagarde havia descartado mudanças no curto prazo.
A virada veio depois que o índice composto PMI da eurozona caiu para 47,8 pontos em abril, o pior resultado em 14 meses, sinalizando contração tanto na indústria quanto nos serviços. Mercados precificavam menos de 30% de chance de corte ainda no segundo trimestre; o número subiu para 78% após a comunicação.
O que está em jogo
A decisão coloca o BCE possivelmente à frente do Federal Reserve no ciclo de alívio — uma raridade histórica. Para a eurozona, três efeitos imediatos:
- Euro mais fraco frente ao dólar (já caiu 1,2% nesta manhã).
- Custo de financiamento mais baixo para empresas com dívida em euros.
- Pressão sobre o Banco Central do Brasil para acelerar o próprio ciclo.
A próxima reunião do Conselho do BCE acontece em 12 de maio. Analistas dividem-se entre corte de 25 ou 50 pontos-base.
Patrícia Lima
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